1.6.05

Arca de Noé

Há uns tempos, um amigo defendia que uma zona onde habitasse uma comunidade gay significativa seria uma boa zona para viver. Não sei se ele assumia que uma vizinhança que tolerasse casais do mesmo sexo iria tolerar todo o tipo de malucos, mas pareceu-me que a ideia fazia bastante sentido, sobretudo considerando a transversalidade social da pederastia.

Na minha zona, para além de uma comunidade gay significativa, há uma comunidade igualmente significativa de malta do leste, de taxistas, de africanos não oriundos dos PALOPs, de jovens artistas, de prostitutas, de pensionistas, de pitbulls. Face a todo este ruído, tenho dúvidas que a permissividade primordial, fruto do longínquo matiz homossexual, se mantenha. Na selva, a tolerância acaba por não ser uma escolha, mas sim uma doença crónica.