11.10.05

Urbano-depressivo

Acossado pelo mais reles "taxismo" (há quem lhe chame pensamento sistémico), apercebi-me que já não me chega planear trajectos através da cidade com o objectivo de minimizar o número de semáforos que possa encontrar pelo caminho. Nos últimos tempos, numa tentativa absurda de optimização processual, ando também a evitar as perdas de prioridade. O trânsito é apenas mais um dos domínios onde o ridículo nos atinge invariavelmente por via da sofisticação.

5 Comentários:

At 12:06 da manhã, Blogger DRV disse...

A culinária faz isso com alguma violência.... Permite-me aconselhar um "universo-taxonimico-pedonal", para mudar de sistemas

 
At 12:07 da tarde, Blogger Victor Lazlo disse...

Muito bem visto. Saliente-se que, na esteira dos ensinamentos de Amartya Sen, Rawls e Kant, o grau de imperatividade moral das normas existente no local onde o exercício é efectuado revela-se de extrema importância para a optimização pretendida. Com efeito, é questionável a utilidade prática deste processo em cidades como o Cairo, São Paulo ou Nápoles.

 
At 2:13 da manhã, Blogger Turno da Noite disse...

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At 2:18 da manhã, Blogger Turno da Noite disse...

Acompanho com preocupação o grassar dessa sua obsessão de optimização processual. [Personagens de Casablanca atravessados em reminiscências filosóficas de um direito empalhado, está-se mesmo a ver que não ajuda...]

- Conceito, atenha-se no conceito!
Parece até que o já estou a ouvir, a tentar convencer o juiz [enquanto este o fixa em olhar bovino] que o papelucho amarrotado na sua mão, com uma nota mínima quase incompreensível, é toda a possível contestação que o caso merece!

 
At 5:35 da tarde, Anonymous Poker Bonus disse...

What exactly would you like to tell?

 

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