11.11.05

Zero

Nos últimos tempos, fiquei sem nada para dizer. Há quem aproveite estas ocasiões para se masturbar. Eu optei por perder dias numa deriva vegetativa à volta da rendição. Da rendição que nos espera à noite e nos ameaça de manhã. Tudo isto para tentar construir um quadro analítico que me permitisse determinar de forma definitiva se, estando sozinho, é mais deprimente adormecer ou acordar. Bem vistas as coisas, mais lirismo galopante, menos lirismo galopante, a masturbação anda sempre muito perto da superfície.